"Existentialism, now it's a new time. A hard time, but a necessary time. A time to see us and them. A time to tell about us and them forever... To know of we're just 'Rags of silver'!" (¨ J-JP ¨)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Deixei a vida

Para um simples pedaço de papel
transferi meus sonhos
Os desejos e sentimentos mais secretos
saíram de dentro de mim
e repousaram sobre linhas imprecisas,
indecisas, errôneas...
Bons e ruins, todos eles ficaram lá
descritos, escritos...

E eu, vazio como sempre,
retornei ao meu eu profundo
Sem sentir nada,
sem mim, sem ti, sem vida...



- Nando Barrett -

De todas as maneiras

De todas as maneiras, todas...
Eram lindos os dias de bonança
os quais hoje, são mera lembrança
A magia me envolvia
tenra paz, doce alegria
nostalgia

De todas as maneiras, todas...
Não consegui, tentei, cansei
Oh céus inexplicáveis! Por quê?
Tão perto estive, distante...
Agressivo descaso sobre mim
deixei de ser assim, enfim

De todas as maneiras, todas...
Viverei no inconsciente
Sofrerei mais, intensamente
Dormirei sem ti, soturno
Coração que volta à origem
Errante, pobre e triste... noturno.



- Nando Barrett -

Noutro lugar

A harmonia sorria naturalmente
Não haviam distâncias nem sofrimentos
Algo sonhado diversos momentos
Para ser tardio deveras, infinito

Mas percebeu-se que ele não tinha coração
A carne, ah! Não podia expressar isso
Aquilo não era, nunca foi concreto
Descobriu que era apenas um efêmero
piscar de sonhos...



- Nando Barrett -

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Enfim

Sentia e percebia
sua essência
Aquela menina amava-o como ninguém
Ele, estava perdido e cego, não via
nem mesmo isso ele sentia
Era somente, simplesmente
Indiferente!
Deixou-o para sempre
sofreu tristemente
morreu ternamente
A flor de menina...


- Nando Barrett -

Lá vem ela

Aos poucos ela aflorava
dia a dia, mesmo que tardia
Prometia que viria, demorava
a loucura, insanidade vazia
Questão de tempo
acúmulo de conhecimento
divagação e pensamento.
Lá vem ela, como esperava
sem saber, eu a amava
Trouxe-me paz, deixou-me manso
Repousarei, adormecerei
em seu descanso...


- Nando Barrett -

De volta

Quis presenteá-la com um espelho
triste mas real
ela não aceitou
pensava ser ele bestial
Enquanto a si mesma mentia
em outro lugar alguém sofria
Preferiu deixar aquele, admirado
mas que de verdade nunca foi amado
Continuaram os dois, vazios
sozinhos
chorando os dias frios
espinhos...



- Nando Barrett -

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um que passou

Ele era daqueles que nunca houve
Avesso!
Tentou mostrar sem mostrar-se
tentou falar sem gabar-se
em vão...

Sentia tudo na totalidade
esvaziou-se do eu
mesmo assim não compreendeu
a vida

Um dia viveu, apesar de morto
e quando seu corpo
sofreu
Ficou feliz pela paz
que jazia

Apenas mais um
que passou e nada deixou
Com pés firmes em terra
voou...

- Nando Barrett -