"Existentialism, now it's a new time. A hard time, but a necessary time. A time to see us and them. A time to tell about us and them forever... To know of we're just 'Rags of silver'!" (¨ J-JP ¨)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

‎"humilis"

todo desenho: DESENHADO

toda palavra: APALAVRADA

todo plano: PLANEJADO

toda medida: DESMEDIDA

todo homem: HOMENAGEADO

toda vida: CONVIVIDA


todo amor: AMORDAÇADO



_Franz Nicolau_

‎__________

desenhos métricos, rimados
losangos que vêem
faces sem fim, retas
paladar retangular
triângulo olfativo
cabelos de trapézio
orelhas de vidro

sublimados(as)


_Franz Nicolau_

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Poemar é diferente

Poemar é mais que amar

é coser flores de rubis
catar sonhos afogados
piscar céus transbordantes
em dias de tristeza

é melancolia na alegria
uma nau variando ao fogo
travesseiros de algodão
de nuvens perspicazes

poemar é não ter rima
nas palavras acima


_Franz Nicolau_

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

brando adeus

          .
     .
.
um dia na vida é pouco
uma vida num dia é muito
tempos, temperos, temperamentos
rápidos, raros, ríspidos
nossas vidas sofridas
nossos dias escuros
nossas noites caídas
levá-los onde? sem rumo
deixá-los sempre, no prumo

se ficares para sempre, amarei
do contrário, febril, morrerei
.
     .
          .

¨ Jean-James Poet ¨

Ela escrita

Reencontrei-a, mesmo sem lembrar
fazia tempo, dez anos sem sonhar
Dizia muitas coisas esquecidas
meus amores, minhas vidas...

Tinha vinte, acreditava no mundo
um menino, alegre e moribundo
Recordei aqueles saudosos dias
quando te falava, e tu sorrias

Minha menina, quanta futilidade
passou assim por longos anos
desde minha mais tenra idade

Agora quero que digamos e façamos
isso e aquilo, mas sem maldade
Tal qual doces dias, quando amamos


¨ Jean-James Poet ¨

Assepsia

Loucura
pouca
rouca
louca
cedo
tarde
dentro
dela
eu
fora

de mim



_Franz Nicolau_

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Revolta

vai
volta
envolta
solta
vira
revira
reviravolta

minha
necessária
revolta
(…)

amanhã
re-volta


_Franz Nicolau_