"Existentialism, now it's a new time. A hard time, but a necessary time. A time to see us and them. A time to tell about us and them forever... To know of we're just 'Rags of silver'!" (¨ J-JP ¨)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Enfim

Sentia e percebia
sua essência
Aquela menina amava-o como ninguém
Ele, estava perdido e cego, não via
nem mesmo isso ele sentia
Era somente, simplesmente
Indiferente!
Deixou-o para sempre
sofreu tristemente
morreu ternamente
A flor de menina...


- Nando Barrett -

Lá vem ela

Aos poucos ela aflorava
dia a dia, mesmo que tardia
Prometia que viria, demorava
a loucura, insanidade vazia
Questão de tempo
acúmulo de conhecimento
divagação e pensamento.
Lá vem ela, como esperava
sem saber, eu a amava
Trouxe-me paz, deixou-me manso
Repousarei, adormecerei
em seu descanso...


- Nando Barrett -

De volta

Quis presenteá-la com um espelho
triste mas real
ela não aceitou
pensava ser ele bestial
Enquanto a si mesma mentia
em outro lugar alguém sofria
Preferiu deixar aquele, admirado
mas que de verdade nunca foi amado
Continuaram os dois, vazios
sozinhos
chorando os dias frios
espinhos...



- Nando Barrett -

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um que passou

Ele era daqueles que nunca houve
Avesso!
Tentou mostrar sem mostrar-se
tentou falar sem gabar-se
em vão...

Sentia tudo na totalidade
esvaziou-se do eu
mesmo assim não compreendeu
a vida

Um dia viveu, apesar de morto
e quando seu corpo
sofreu
Ficou feliz pela paz
que jazia

Apenas mais um
que passou e nada deixou
Com pés firmes em terra
voou...

- Nando Barrett -

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sublime outrora

Lá eram sutis as meninas, os desejos, os rubis
Navegava por ares, lugares em que tive sonhos
Imitavam as épocas azuis, longe de coisas vis
Sensações divagantes qual meninos risonhos

Tive um dia aquela aquarela, tive um dia
Saciavam-me fome e sede; e a mim mentia
Cria que sabia; como queria, como queria
Oh! Triste alento e solidão, quem diria...

Se pudesse voltaria, como quem vai embora
Agora lá fora, percebo outros mundos meus
Onde as densas noites reluzem como aurora

O tempo, lugar e coisas dar-me-ão adeus
Futuro, presente e passado não têm hora
E estes versos, sublimes e suaves são teus


- Nando Barrett -

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Meu guri

Menino fino, menino primo
Um ano veio, um ano e meio
Agora vai ao que lhe atrai
Deixa pra trás, mundo voraz
Vai para os seus, fica com Deus!
Me ensinou quando passou
Muitos assuntos sorrimos juntos
Saudade fica, saudade rica
Do pequenino, doce menino...



- Nando Barrett -

terça-feira, 14 de junho de 2011

Hoje chorei o jardim

Hoje chorei o jardim
Revesti-me tal doces vulcões
Travesti-me como querubim
Implorando o fim das estações

Quisessem todos sofrer por mim
Correr nuvens; tecidas esmeraldas
Adiaria toda morbidez de carmim
Como ninfas, deusas nuas, mafaldas...

Quando olhei para o sol
e a lua fugiu-me às vistas
meu pensamento fez-se qual caracol

Desde cedo encontrei tuas pistas
sentimentos brandos sob o lençol
como naquele dia, de suaves conquistas...


- Nando Barrett -