"Existentialism, now it's a new time. A hard time, but a necessary time. A time to see us and them. A time to tell about us and them forever... To know of we're just 'Rags of silver'!" (¨ J-JP ¨)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Doutora Lua

Daquela estrela distante
que cheira a alecrim
ela receitou cores para mim
Domina-te e conhece-te
se queres [o que queres]
caminha na aurora incidente
e o que te faz chorar
tornar-te-á indolente...
Se hoje, estás perdida
o amanhã te mostrarás
que é outra saída
Cultiva a calma, serenidade
receita dela, pra ela
tentando encontrar
a felicidade


- Nando Barrett -

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mãe

Quando não era, me amou
depois que fui, continuou
E hoje que tenho
egoísmo de homem
sob teu amor
meus defeitos somem...

Rebelde, revoltado
criança perdida
um menino
Mas tu, senhora
és flor e ferida
pra teu filho amado

Perdão por fazer-te chorar
nunca quis teu coração machucar
sei que sempre em teu lar vou morar
no quarto doce e sem medo
que fica ao teu lado esquerdo
Mãe, de longe eu te vejo
mulher forte, um lugar ou um momento
mas acima de tudo sei que és
sentimento...


 - Nando Barrett -

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Contigo

Agonizo dentro de mim
inquietações e angústias
entretanto não sofro tanto
quanto...
apenas um pouco
não sei dizer
não sei explicar

Lágrimas secas me consomem
um suave aperto em meu peito
tenho medo, às vezes...
O medo maior que a dor
Desesperador
Quero ajudar e ser ajudado
suprir o que te falta
deixar o que me exalta
pra sempre...
Não me leva, não me leve
a lugar nenhum
Ficarei aqui, [amando a ti]
e no dia certo, na hora exata
as lágrimas nos deixarão
em paz...


- Nando Barrett -

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Pêndulo

Hoje me desequilibrei
como há tempos me desequilibro
caí e levantei, como há tempos

Faço
refaço
rasgo
amasso
o passado

E nesse vai e vem
aprendo perdendo
venço aprendendo
perco vencendo
curiosa vida

tão desejado
caminho do meio
do equilíbrio[...]


- Nando Barrett -

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Poetisa de minh'alma

Apetecido estou
fome e sede
de teu cheiro me consomem
E o agora verso afora
é a vida deste homem

Teus vôos mentais secretos
despertam em mim
curiosidades sem fim
deixam-me assim, pairado

Acima da vertigem infinita
ilusão bela incontida
teu ser e essência não têm medida
por mais que a ti mesma minta...

Teu inconsciente conhece-te
todavia, aquilo que consideras
realmente real, vital
ele sabe ser banal, imoral

Liberta-te delas!
das coisas, às quais pisas
poetisa, profetiza
Com ou sem elas eu te amo
sabes que tu, somente tu
me realizas...


- Nando Barrett -

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Soneto da menina perdida

Aquele brilho escondido na escuridão
da mesma cor de seu sentimento
Suave e doce em algum momento
profunda insanidade do coração

Lembro-me dos dias de confusão e desventura
donde haviam relâmpagos dançantes
Refletidos em seus olhos flutuantes
e ardiam cegamente, ternura e alvura

Querer-te-ei a mesma toda vida
a alma da menina alegre e insegura
confundida com mistério de mulher madura

Quando me falar... minha querida
aquilo meu ou teu, aquilo nosso
deitarei ao teu peito, será que posso?


- Nando Barrett -

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Do lado de cá

“Não sou o Quintana, [queria]...”
ACORDA!
- Não vou à quitanda, querida.

- Nando Barrett -